Procurador Júlio Marcelo e auditor-fiscal Antônio Carlos D'Ávila são denunciados por conluio para incriminar Dilma


Conforme registrado nas notas taquigráficas do Senado, D'Ávila admitiu em seu testemunho que ajudou a produzir a representação de Júlio Marcelo, que depois passou misteriosamente pelo crivo do próprio D'Ávila no TCU, o que invalidaria o procedimento por falta de isenção.



Fuente: Brasil Popular

 

Senadores que lutam para evitar o golpe parlamentarcontra Dilma Rousseff apresentaram representações contra o procurador Júlio Marcelo de Oliveira (foto) e o auditor-fiscal Antônio Carlos Costa D'Ávila. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), em entrevista coletiva, afirmou:“junto com vários partidos políticos da minoria parlamentar [PCdoB, PDT e PT], protocolizamos representação no Ministério Público Federal (MPF) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)”.

Os representados haviam sido levados pela acusação como testemunhas de defesa no julgamento do impeachment. Mas o procurador Júlio Marcelo de Oliveira foi considerado suspeito pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e por isso rebaixado à categoria de "informante". Já o auditor-fiscal Antônio Carlos Costa D'Ávila, na condição de testemunha, se contradisse ao ser indagado duas vezes se ajudou Júlio Marcelo a formular a denúncia contra Dilma no TCU.

A representação contra Júlio Marcelo foi feita no CNMP porque ele é procurador do MPF junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e foi o responsável pelo parecer que levou à condenação, pelo tribunal, das contas de Dilma em 2014 e sugere a condenação também em 2015. Ele é acusado de ter modificado entendimentos consagrados no tribunal e induzido os ministros a condenarem a presidente.

Os senadores querem ainda que o MPF investigue se Júlio Marcelo e Antônio Carlos Costa D'Ávila praticaram prevaricação, falso testemunho, deslealdade às instituições, violação do dever de parcialidade e deveres funcionais.

Conforme registrado nas notas taquigráficas do Senado, D'Ávila admitiu em seu testemunho que ajudou a produzir a representação de Júlio Marcelo, que depois passou misteriosamente pelo crivo do próprio D'Ávila no TCU, o que invalidaria o procedimento por falta de isenção.

Da Redação do Brasil Popular, com informações adicionais da Agência Brasil


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